26 de outubro de 2012

Sobre insensatez


Insensatez

A minha mente desmente a tal demente lucidez
Decerto ludibria o meu espirito sedento de sanidade
Desdenha da minha cadencia desequilibrada
Me desarma
Desenha sombras onde sobra escuridão
Desata os fios solitários da minha sensatez
Desequilibra e desconcerta o centro do meu ser
E quando não há mais nada
Se despede
Abandona a alma que se desfez
De vez

10 comentários:

  1. Curioso que quando leio um poema, eu já imagino ele sendo declamado/recitado. Louco,não? Acho que aí está a graça dos poemas/poesia: os bons tem cadência. Eu consigo visualizar alguém atuando ao declamá-lo,porque tem toda uma coreografia corporal e verbal na interpretação. Enfim,vi tudinho nesse seu post.
    ~Emilie Escreve~ FanpageTwitter

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    1. As vezes isso também acontece comigo. Na verdade, na hora em que escrevo poemas acho que também sou levada a realizá-los dessa maneira. Se não for assim, não sai de jeito nenhum.
      Obrigada Emilie. =D

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  2. Oi Mallu
    Nossa! Maravilhoso seu poema, vc realmente escreve muito, mas muito bem. Eu te proíbo de parar de escrever viu?!kkkkkk. A primeira estrofe do poema tem tudo a ver comigo!
    Obrigada pelo carinho no meu blog!
    Bjão. Fique com Deus!

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    1. Lu, se eu parar de escrever você tem o dever de me dar um puxão de orelha. hahah

      Obrigada pelos elogios.
      Um beijo.

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  3. Sou péssima com poemas, diferente de vc. Adorei.
    Excelente tema.

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    1. Excelente mesmo, mas também complicado demais. Levei séculos para escrever essas poucas frases!

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  4. Oi Éli-ponto, tudo beleza aí?
    Menina, que poema legal hein! Daqueles que nos fazem pensar. Gosto disso. Parabens, vc escrve muito bem!

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    1. Obrigada André!
      E ta tudo beleza aqui sim.

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  5. Olá, Mallu.
    Partindo do princípio que precisamos usar nossa mente para podermos entendê-la, não temos como saber ao certo o que é lucidez e o que não é.
    Belo poema.
    Abraço.

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    1. Já cansei de tentar entender mesmo, é insensatez demais para mim.
      Obrigada Jacques.
      Beijos.

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Beijo da garota que não defenestra ideias.